quarta-feira, 29 de setembro de 2010

No easy

Solidão no escuro das manhãs.
Saudade de querer o que já se tem.

Perdida na imensidão horizontal
navego no céu colorido de um fim de tarde.
Espero pela chegada de um amor mais finito
Mais real
Mais palpável
Mais amor.

Por não mais querer a rotina incessante
clamo aos deuses que me tragam o improvável.
Quero viver o impossível
Quero a dificuldade da conquista
Quero o amor pleno dentro do meu peito.

Amor batalhado e ameaçado
Não quero nada de graça
Não!

Quero lutar e perder as forças
Se isso for suficiente
Para simplesmente amar...
Mesmo sem ser amada.


domingo, 5 de setembro de 2010

Good Luck

Eu pressentia que era pra dar certo, eu tinha certeza que daria, fosse na primeira ou na décima tentativa. Mas simplesmente não deu... Hoje eu acordei e queria que aquilo só tivesse sido um pesadelo...ria por não conseguir acreditar. Eu sei que se não aconteceu, não era para acontecer, mas devia ter acontecido, porque era SIM pra acontecer, eu sempre soube disso, eu sempre tive essa certeza. Como podemos nos enganar assim? Esse meu sexto sentido só serve com a vida alheia, quando é comigo simplesmente não funciona.
È preciso parar, respirar e aceitar a realidade, entender que nem sempre é como pressentimos que será, que nem sempre podemos fazer do nosso jeito, que nem tudo depende só de nós. E então vem à mente aquela pergunta: “Por quê?!” E, na maioria das vezes, as únicas respostas que temos são aquelas que sempre soubemos: porque não era pra ser; porque era melhor assim; porque 'Deus escreve certo por linhas tortas'; porque era o seu destino... Respostas irritantes e que não nos satisfazem! O teimoso não aceita, cisma que ainda pode ter outra chance e continua naquela página que já terminou de ser lida há muito tempo. É  hora de virar para a outra página, ainda faltam muitas a serem lidas nesse livro. Olhe para trás sem sofrimento, olhe para os lados e para a frente com esperança e entusiasmo. Algo de bom está para acontecer, eu pressinto... seja nessa ou em outras vidas. (good luck!)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vale sofrer

Toma conta do meu corpo
Um tremor alucinante
uma sina viciante
que me faz querer mais

Se sofrer nos aproxima
e realiza
e nos fascina
hei-de querer esse fardo
para o meu ego apaixonado

Se é egoísmo absoluto
eu me rendo
mas eu luto
quero tudo o que desejo
ou a morte ou um beijo!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Apresentação/ Indagações

Olá, quero começar me apresentando. Sou Camila, estudante de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A leitura e a escrita são umas de minhas paixões. Finalmente tive coragem de divulgar as minhas criações, espero que gostem! Atualizarei sempre que possível. Beijos a todos!
Aí vai o primeiro texto:


Sempre fui boa em dar conselhos. Sem me gabar eu diria: ótimos conselhos. E os outros também o diriam. Conselhos, no entanto, que não serviam pra mim. Serviam mas não eram por mim colocados em prática. Mas por que não? Por que tais conselhos, que por vezes pareceram tão simples, não podiam simplesmente ser executados? Talvez seja porque quando é conosco, tudo parece mais complicado, ou até impossível. O jardim do vizinho sempre parece ser o mais bonito. Digo que complico o que não teria complicação, que torno grotesco o sublime e um sofrimento o que poderia ser a verdadeira felicidade. Mas se eu sei de tudo isso, se eu tenho a clareza de que ajo assim e se eu ainda reconheço os meus erros e defeitos, porque simplesmente não faço o contrário de tudo isso? Por que não posso aconselhar a mim mesma em vez de sair por aí oferecendo um livro de auto-ajuda? Não sei responder porque, como disse, tenho a mania de complicar. Porque eu quase sempre tenho a solução para os problemas dos outros e não as tenho para os meus? Não seria mais fácil trocar de vida com esses outros? Assim esse problemas não existiriam já que facilmente eu iria resolvê-los. Ou será que também os tornaria complicações? Já dizia a minha mãe: Por que com você não dá certo? Pois é, mãe, hoje resolvi escrever todas as minhas indagações no intuito de encontrar o verdadeira resposta de tal questão. Talvez o que fiz aqui foram perguntas-respostas. Mas, a minha vida sempre foi assim. Me acostumei, eu diria. Se "o coração tem razões que a própria razão desconhece", eu, que tenho um coração, posso muito bem possuir razões sem nexo, posso muito bem ser possuidora de infinitas incógnitas, posso muito bem não saber resolver as mais simples questões do meu dia-a-dia. O coração é culpado. Só ele. Só ele é o responsável por aquilo que comumente é chamado de Sentimento. Só ele pode justificar o que não teria justificativa. Ele é a resposta para minhas perguntas. Mas quem disse que ter a resposta põe fim ao problema?!